Skip to content
E-mail
secretaria@guaira.sp.gov.br
Ouvidoria
0800 941-1000
Horário de Funcionamento
Seg - Sex 10:00 - 16:00
Notí­cias

ETE deve começar a funcionar esta semana

Publicado segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

 

A ETE – Estação de Tratamento de Esgoto – está pronta. A obra que começou em 2015 e é composta por mais de 8km de emissários (tubos de grande bitola), duas elevatórias (moto-bombas de alta potência) e dois reatores anaeróbicos, que fazem a decomposição da matéria orgânica dos dejetos, resultando, ao final, em água com um teor de 75% de pureza, aproximadamente.

No projeto, os dutos de detritos que são carreados para as estações antigas, Lagoa do Fogão (aos fundos do bairro João Vaccaro) e do Matadouro (atrás da Só Fruta) serão transportados para o sistema de tratamento da Santa Quitéria, próximo a saída do Guaritá, onde já funciona um sistema no modelo australiano, ainda operacional, e foram construídos os dois reatores anaeróbicos,  estrutura fechada, sem mau cheiro, que tratará todos os efluentes de Guaíra, de chegada nesse novo conjunto, e posteriormente, o resíduo, praticamente já tratado, segue para os tanques da Santa Quitéria para ‘polimento’, revertendo o rejeito em água praticamente pura, que volta ao Ribeirão da Santa Quitéria.

Com a obra estrutural completa, o que falta é a ligação elétrica para abastecer as bombas de recalque, ação restrita a CPFL. Há necessidade de conjuntos elétricos, pois a lagoa do Matadouro está em altitude muito inferior ao nível da ETE da Santa Quitéria.

A ETE é uma obra não visualizada, por não dizer, desconhecida da maior parte da população, no entanto, imprescindível no cotidiano da cidade, que por outro lado, destrava o seu crescimento  geográfico possibilitando a construção de novas edificações, sejam de moradias, comércios ou indústrias. A nova ETE tem a capacidade de tratar os dejetos do esgoto urbanao, de forma sustentável,  num horizonte de projeto, de pelo menos 30 anos ou para atender população 50 mil habitantes.

RETOMADA

No início de sua gestão, o prefeito, José Eduardo Coscrato Lelis pegou a obra paralisada e a empresa que começou sua execução falida. Sob sua administração foram feitas gestões junto a Funasa – Fundação Nacional da Saúde – órgão que custeou a maior parte orçamento de R$ 7 milhões  do projeto. Ressaltando que em primeira licitação o valor foi reduzido, no entanto com a paralização e o abandono das estruturas a, deterioração e os procedimentos para nova licitação custo do empreendimento aumentou retornando aos valores da estimativa inicial.  Mesmo assim o prefeito José Eduardo e sua equipe conseguiram vencer todos entreveros e finalizaram a obra essencial para Guaíra.

 “Com trabalho sério e constante, conseguimos solucionar mais um problema crônico da cidade. Esta obra estava atravancada devido a situação política federal nos anos de 2015 e 2016, mas não deixamos a obra cair no abandono. Fomos a Funasa conseguimos a retomada da construção, mesmo com a falência da empresa que começou a obra, fizemos outra licitação e agora estamos finalizando uma obra que a população não vê, no entanto é imprescindível para a sua vida. Agora a cidade pode crescer, mais casas podem ser construídas, mais comércios, mais indústrias, sem se preocupar com o problema de esgoto. Estamos cuidando de gente. Investir em saneamento, redunda em menos problemas de saúde para a população”,  celebrou o prefeito, José Eduardo.

 

Meio Ambiente

Um reflexo incomensurável da obra será desativação das lagoas de tratamento do Fogão e do Matadouro. Mananciais artificiais construídos na década de 1970 que sem esgoto se tornarão lagos ecologicamente saudáveis. Especula-se a possibilidade de transformar o complexo de lagos e vegetação do entorno da Lagoa do Fogão em reserva ecológica.

Mais do que destravar o crescimento de Guaíra e tornar saudável as lagoas do Fogão, Matadouro e ribeirão da Santa Quítéria, a ETE tem capacidade de ser autossustentável  energeticamente e ainda produzir energia elétrica com carga para abastecer cerca de mil residências.

No processo de decomposição da matéria orgânica do esgoto ocorre a geração de gás, que obrigatoriamente não pode ser lançado na atmosfera, tem que ser queimado. Num futuro esta queima pode ser fonte geradora de energia, para movimentar a própria estrutura e inserir o excedente na rede.  A Prefeitura estuda esta possibilidade para o futuro, uma ação que conferiria a ETE o status de estrutura ambientalmente sustentável.