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Notí­cias

UTILIDADE PÚBLICA – A CADA 10 IMÓVEIS EM 4 SÃO ENCONTRADAS LARVAS DA DENGUE

Publicado terça-feira, 28 de julho de 2020

 

Não é porque estamos em plena pandemia de Covid-19 que outras doenças sumiram do mapa. Há que se dar atenção para o combate a dengue. Só do começo do ano até agora em Guaíra 70 pessoas se infectaram com a dengue. Aguardam resultados outros 39 casos suspeitos e foram negativados 371. Os últimos registros positivos ocorreram no Jardim Elisa e no Centro.

O preocupa os profissionais da Vigilância em Saúde é que durante o trabalho cotidiano dos agentes de controle de vetores, eles têm se deparado com uma gama enorme de materiais inservíveis, que tem toda propensão a se tornar criadouros e, também o mais alarmante, em quase a metade, 4 em cada 10 imóveis, estão sendo encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti.

Em pleno mês de julho, com o tempo extremamente seco o vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela está se reproduzindo com muito sucesso.

Com a falta de chuvas o mosquito está se valendo de ralinhos, tubulações de escoamento de água, piscinas não tratadas e bebedouro de animais.

O temor da Secretaria de Saúde é que estes números explodam quando chegar a estação chuvosa, época em que a reprodução do Aedes aegypti aumenta exponencialmente.

ORIENTAÇÕES

As orientações para barrar os avanços de casos de dengue (doença que também pode matar) é que é que a população evite acumular materiais inservíveis, limpe com frequência ralos e outras estruturas de drenagem da água e lave bem os bebedouros de animais.

Quanto a ralos e tubulações, os cidadãos podem fazer o tratamento caseiro que impede a eclosão dos ovos do mosquito.
Despejar uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água no ralo, a cada 15 dias é o ideal. O mesmo pode ser feito com sal de cozinha, no caso a medida é duas colheres de sopa, a cada quinzena.

TERRENOS

Os lotes não edificados constituem um grande problema para o controle da doença. Mesmo com a Prefeitura notificando, autuando e até, multando, são muitos os terrenos vagos que acumulam detritos que se tornam criadouros de difícil detecção devido ao mato alto.

Os bairros que registram maior número de reclamações são: Nova Guaíra e São Francisco, no entanto o problema é recorrente em todos os cantos da cidade.

Vale lembrar que a limpeza de qualquer lote, quintal, casa ou comércio cabe ao morador, proprietário ou usuário. A equipe de controle de vetores, mesmo no trabalho de recolhimento de prováveis criadouros, nos bloqueios, quando já foram registrados casos na região, só fazem a retirada com autorização do morador.

CIDADANIA

Um mau costume difundido em uma diminuta parcela da população, mas que prejudica a todos é o hábito de dispensar lixo em terrenos vagos. Ação que de forma alguma se justifica, uma vez que a Prefeitura oferta à população coletas regulares de lixo doméstico e detritos da limpeza de quintais.

Se a população não mudar os hábitos de conduta e higiene, a equipe de controle de vetores tem que continuar a ‘enxugar gelo’. Com o pessoal que dispõem, a Vigilância em Saúde consegue completar um ciclo de visitas de casa em casa a cada 45 dias, já o ciclo de reprodução do mosquito pode ser de 7 dias.

“Tentamos fazer nossa parte, mas precisamos da ajuda de todos, sabemos que estamos com o problema sério da pandemia do Covid-19, mas a dengue é um problema que está presente e mata também, o que muitos, estão esquecendo” reforça a Chefe do Departamento de Administração do Sistema Municipal de Saúde, Leína Júnior Ferreira Rocha.

Apesar da dengue ser uma realidade há décadas, com agentes passando de casa em casa constantemente ainda existem pessoas que impedem a visita. Ação danosa que coloca em risco a saúde não só deste cidadão, mas de todos ao seu entorno, o mosquito não respeita divisas.

Por outro lado, mesmo que o morador faça a sua parte ele tem que deixar os profissionais conferir, eles são treinados e podem detectar criadouros que uma pessoa leiga não detecta. Assim todos devem fazer sua parte, manter seus terrenos limpos, procurar assistência médica, quando apresentar sintomas e franquear a entrada em suas casas dos profissionais da Saúde. Se houver dúvida quanto a identidade, o morador pode ligar para a Secretaria de Saúde: 3332-2891 ou de graça na Ouvidoria Cidadã, 0800-941-1000.